sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Não sou esse tipo de garota de Siobhan Vivian

Bom, antes de escrever sobre o livro, vou contar algumas informações ao meu respeito. Eu tenho 26 anos, sou jornalista formada, trabalho como assessora de imprensa e sou completamente apaixonada por livros. Por este motivo, já li inúmeros exemplares e sou meio “chata” com o que leio. Apesar de ler qualquer coisa que me indiquem, exceto livros de auto-ajuda e Paulo Coelho (assuntos para outra oportunidade, quem sabe), não é qualquer tipo de leitura que “faz a minha cabeça”. Claro, todos os livros são uma boa fonte de entretenimento e só por este motivo já vale a pena ser lido e indicado. Porém, há coisas que já vivi que interferem diretamente em minha opinião sobre livros. E é aqui que entra a minha resenha sobre o livro “Não sou este tipo de garota” da editora Novo Conceito.

Sinopse: Perversa ou inofensiva? Confiável ou hipócrita? Controlada ou insensata? A vida é sobre suas decisões e escolhas, e Natalie Sterling se orgulha de sempre fazer as melhores. Ela ignora os caras populares e babacas da escola, sempre ganha medalhas de honra e está prestes a ser a primeira estudante jovem a ser presidente do conselho estudantil em anos. Se apenas todas as outras garotas fossem tão sensíveis e fortes. Como o grupo de novatas que querem ser brinquedos dos jogadores de futebol. Ou sua melhor amiga, que tomou uma decisão idiota que quase arruinou sua vida. Mas ser sensível e forte não é fácil. Não quando uma brincadeira quase a faz ser expulsa. Não quando seus conselhos dóem mais do que ajudam. Não quando um cara que ela já deu um fora se torna o cara que ela não consegue parar de pensar. A linha entre o certo e o errado foi distorcida, e cruzá-la poderá resultar em um desastre… ou se tornar a melhor escolha que ela já imaginou fazer.


O livro é bem juvenil mesmo, até pela forma como foi escrito você percebe que é direcionado para os adolescentes entre 11 e 16 anos. Talvez seja por isso que não gostei da leitura. Sim, eu não gostei, infelizmente. Mas provavelmente você vá gostar. (abro um parêntese aqui para comentar que já li outros livros juvenis e adorei. Então, quando comecei a lê-lo não estava com um “pré-conceito” do que viria não. Comecei aberta a “novas aventuras”, mas ele não me convenceu).

A história é centrada na vida de Natalie, uma garota que, na minha época, chamaríamos de “CDF”: presidente do grêmio, estudiosa (a melhor da turma), puxa-saco de professor (risos)... Ou seja, certinha! A Natalie está sempre preocupada com sua reputação, tem todo o futuro planejado e, para ela, os garotos não são confiáveis. Após um episódio bem pitoresco que ocorreu com sua melhor (e única) amiga Autumn, elas praticamente riscaram todos os garotos da vida delas (apesar de que Autumn foi meio forçada a isso, mas não vou revelar o porquê).

Mas característica mais marcante de Natalie é a questão de ter tudo planejado. Para ela o último ano da escola seria perfeito. Ela iria para faculdade com ótimas notas e boas recomendações. Iria aproveitar este último ano exclusivamente com Autumn e nada poderia atrapalhar isso. Mas será?Claro que não! Como se já era de se esperar, o mundo de Natalie sofre uma reviravolta com a chegada de Spencer, uma garota que um dia a protagonista fora babar quando a garota ainda era uma criança. Spencer é o oposto COMPLETO de Natalie e, controladora como a personagem principal é, ela espera e trabalha para mudar a personalidade de Spencer, que vou tentar explicar com uma palavra: periguete. 

E aí que começa a história realmente, este cabo de guerra para saber se o melhor é ser certinha ou não. De um lado Natalie, do outro Spencer e no meio Autumn, que fica em dúvida se fez a coisa certa em se esconder atrás de Natalie todos esses anos.

A história é cheia de brigas, confusões e paixões. Sim, paixões! Natalie “sai da linha” no meio do livro, o que é um espanto para todos, mas mesmo assim é meio monótono. O livro não tem ação e os romances são fracos (depois de ler Orgulho e Preconceito você tem outra visão do que é romance).

Acredito que o livro é bom para quem está começando a ingressar nesse mundo literário e que não entenda nada de sexo e da vida em geral. (risos) Brincadeiras a parte, como disse lá em cima, livros são ótimos entretenimentos, mesmo que não seja uma boa leitura.

Susane Morais - jornalista por formação, assessora de imprensa por opção e personagem de novela mexicana nas horas vagas. Leitora assídua (vulgo devoradora de livros) e apaixonada por filmes e séries.
Siga em: @susi_morais

4 comentários:

Polie disse...

Não lembro se li outras resenhas desse livro, mas até parece bacana para passar o tempo. (Tipo depois der ler algum livro pesado). Gostei da resenha. :D

:*

Jéssica Martínez disse...

Oi, meninas!

Concordo que o livro é muito fraco mesmo... quando eu vi, achei linda a capa e pensei que seria uma boa leitura. Mas, até o final não consegui entender a mensagem da autora... =/
É só um monte de situações que podem acontecer com adolescentes americanos costurados em um livro com uma ou outra pitada de humor. Talvez a história seria mais interessante se fosse um filme desses tipo besteirol.
Só discordo no ponto onde o livro pode ser encarado apenas como entretenimento. Eu espero que qualquer livro que eu venha a ler tenha algum tipo de mensagem ou ensinamento, pois acho que os livros devem nos abrir cada vez mais nossos horizontes e, como disse antes, não entendi o que a autora tentou transmitir nesse livro.
Por mais que Não Sou Este Tipo de Garota seja direcionado à pré-adolescentes, isso não justifica a história vazia. Afinal, até mesmo os contos de fada têm sua "moral da história".

Desculpem o texto enorme! kkkkkkkkk
E, Karlinha, pode brigar comigo, mas eu dei uma pausa nos doramas! >.< Por enquanto estou acompanhando só a série Once Upon a Timee tô adorando!!

Um Feliz Ano Novo atrasado e desejo tudo de bom neste ano para todas nós!! \o/

RUDYNALVA disse...

Susane!
Questão de ponto de vista realmente, porque li e mesmo sendo leitura adolescente, gostei muito, justamente por não ter de ficar pensando muito, foi uma leitura relaxante e diveertida.
O bom é a diversidade e todos temos direito a nossa opiniões.
Muito boa sua resenha. Elucidativa!
Cheirinhos
Rudy
http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com/

Rafaela Lopes disse...

Realmente achei a leitura fraquinha, a Natalie é insuportável, e nenhum dos personagens me cativou, ele só serviu para mim, para ver que devo ficar quieta no meu lugar e não julgar ninguém como a Natalie fez (eu sou uma nerd - não uma CDF, uma nerd do tipo que lê quadrinhos etc. - e o que não falta na escola que estudo é piriguete, mas não devo julga-las) mas o livro em si é bem chatinho...

Gostei da tua resenha e da tua sinceridade

Rafaela

romancesefilmes.blogspot.com

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